Já havia passado o outono e a folhas já não estavam mais no chão.
Havia um sentimento de culpa de algo de nunca fez.
E havia também essa dor estranha, bem no seu coração.
Após esse período sempre se perguntava, e perguntava:
“Até Quando?”. E a pergunta persistia, e nunca desistia.
A dor ia aumentando a cada dia. Dia que nunca acabava.
Seu coração ardia, a saudade aumentava, sua cabeça latejava.
Era como se parte de si houvesse sido roubada, arrancada.
Ouvia um barulho no portão, olhava, mas seu amor não voltava.
